quinta-feira, 24 de abril de 2014

Clarice Lispector

Uma das mais conceituadas escritoras brasileiras ( Ucraniana naturalizada brasileira)
Um pouco sobre ela em : Entrevista com Clarice Lispector


Parte 1

domingo, 16 de fevereiro de 2014

ABSOLUTISMO

 Para refletir: Vivemos num país onde o sistema de governo é uma República Democrática Representativa, vc sabe o que isso significa?
Você já parou para pensar qual a diferença entre um governo Monárquico de um governo Republicano? 
*Pesquise,  converse com seus colegas, com seus pais e leve a discussão para sala de aula.

ABSOLUTISMO (ANTIGO REGIME)  Baseado em textos de Gilberto Cotrin


Uma definição para o  absolutismo seria de  um sistema político e administrativo que prevaleceu nos países da Europa, na época do Antigo Regime que remontam aos séculos XVI ao XVIII. Nessa época  destacava-se o predomínio da população rural sobre a população urbana  e a divisão da sociedade era Estamental, ou seja era dividida em 3 estados ou ordens. 
1° estado= Clero ( exercia funções religiosas)
2° estado =Nobreza (Gozavam de benefícios concedidos pelos soberanos viviam em luxo na corte real.
3° estado =  Trabalhadores  ( burguesia e camponeses)que constituía a  maior parte da população europeia 95 sem privilégios. Importante lembrar que nem todas as pessoas que viviam no campo eram agricultores, havia uma diversidade de profissões, como por exemplo: comerciantes e artesãos,  ferreiros, carpinteiros, ceramistas,  armeiros ( fabricantes de armas)  moleiros ( que moem cereais em moinhos) , mineiros, seleiros ( que fazem selas e arreios) e os arrendatários ( que pagam apara explorar a terra por determinado tempo). Esta divisão trabalhava e  pagava impostos que sustentava o 1° e 2° estado.

Além do poder centralizado, uma outra característica  importante do absolutismo era que  o rei concentrava praticamente todos os poderes. Criava leis sem autorização ou aprovação política da sociedade. Criava impostos, taxas e obrigações de acordo com seus interesses econômicos. Agia em assuntos religiosos, chegando, até mesmo, a controlar o clero em algumas regiões.
 
Todos os luxos e gastos da corte eram mantidos pelos impostos e taxas pagos, principalmente, pela população mais pobre. Esta tinha pouco poder político para exigir ou negociar. Os reis usavam a força e a violência de seus exércitos para reprimir, prender ou até mesmo matar qualquer pessoa que fosse contrária aos interesses ou leis definidas pelos monarcas. 

Nas sociedades do Antigo regime  a condição social acompanhava  as pessoas desde o nascimento, ou seja, não havia mobilidade social, mas havia algumas formas de passar de um estado para outro se fossem ricos e pudessem comprar  títulos de nobreza mesmo sem pertencer a uma família da corte. Eram chamados de nobreza togada ou nobres da toga.   No Antigo Regime havia muita desigualdade social, pois as pessoas eram tratadas de acordo com sua posição social. Então a lei não era igual para todos. 

As cidades se caracterizavam por ser um centro comercial,com muitos portos em Gênova, Veneza,  Sevilha, Lisboa, Marselha, Bruges e Amsterdã. Ali se  faziam grandes feiras temporárias, os mercadores faziam o comercio marítimo com o Oriente e havia também muitas oficinas e artesãos como ourives, tecelões, sapateiros,  entre outros, que eram ligados às " Corporações d e Ofícios".

Teóricos que defendiam o Absolutismo 
  •  Thomas Hobbes  -Este pensador inglês, autor do livro " O Leviatã ", defendia a ideia de que o rei salvou a civilização da barbárie e, portanto, através de um contrato social, a população deveria ceder ao Estado todos os poderes. 
  •  Jacques Bossuet : Para este filósofo francês o rei era o representante de Deus na Terra. Portanto, todos deveriam obedece-lo sem contestar suas atitudes.
  •  Nicolau Maquiavel : Escreveu um livro, " O Príncipe",  onde defendia o poder dos reis. De acordo com as ideias deste livro, o governante poderia fazer qualquer coisa em seu território para conseguir a ordem. De acordo com o pensador, o rei poderia usar até mesmo a violência para atingir seus objetivos. É deste teórico a famosa frase : " Os fins justificam os meios."  
A prática econômica do absolutismo era o MERCANTILISMO

Podemos definir o mercantilismo como sendo a política econômica adotada na Europa durante o Antigo Regime. Como já dissemos, o governo absolutista interferia muito na economia dos países. O objetivo principal destes governos era alcançar o máximo possível de desenvolvimento econômico, através do acúmulo de riquezas. Quanto maior a quantidade de riquezas dentro de um rei, maior seria seu prestígio, poder e respeito internacional. Podemos citar como principais características do sistema econômico mercantilista: Metalismo, Industrialização, Protecionismo Alfandegário, pacto colonial e Balança Comercial Favorável.  

 O ABSOLUTISMO NA INGLATERRA


 Rainha Elizabeth- Auge do Absolutismo Inglês


Na Inglaterra, a dinastia Tudor inaugurou o absolutismo. Com os reis dessa família, a Inglaterra transformou-se numa grande potencial comercial e marítima.

O fortalecimento do poder monárquico só ocorreu após a Guerra das Duas Rosas (1455-1485), York X Lancaster - um intenso conflito entre famílias nobres rivais pela posse da coroa. A guerra devastou o reino, enfraqueceu a nobreza e despertou nos habitantes o anseio por um governo forte, que acabasse coma s agitações e a insegurança, Quando o combate terminou , subiu ao trono Henrique VIII, fundador da dinastia Tudor e do Absolutismo inglês.

Na dinastia Tudor, o comércio e as manufaturas cresceram, aumentando assim o número de burgueses na sociedade inglesa, que era uma sociedade que não cedia espaço para os burgueses crescerem.
Os burgueses em geral eram seguidores da religião calvinista (puritanos e presbiterianos) e não tinham acesso aos privilégios dados aos seguidores da religião anglicana (religião criada pelo rei Absolutista Henrique VIII). O problema é que o governo estava sendo pressionado de um lado pelos burgueses, que queriam um governo menos autoritário e que interviesse menos na economia e de outro lado havia camponeses sem trabalho (pois foram demitidos do trabalho no campo) promovendo agitações e revoltas nas cidades.
O Governo da Rainha Elizabeth I

Com Elizabeth I, o absolutismo inglês chegou ao auge. Seguindo os passos do pai (Henrique VIII), ela fez tudo para fortalecer a autoridade real. Controlou a disputa política e religiosa entre católicos e protestantes, estabeleceu boas relações com o parlamento e conseguiu fazer da Inglaterra Anglicana uma igreja nacional, o que reforçou a unidade do país.
A morte de Elizabeth I encerrou a dinastia Tudor. Sem herdeiros diretos, o trono foi assumido por seu primo, um membro da família Stuart.

Revolução Puritana

Mesmo após o fim da dinastia Tudor (Henrique VIII) a dinastia Stuart procurou ser mais dominadora sobre a política e a economia. O rei criou leis que cobravam pesados impostos e obrigavam o povo presbiteriano que adotassem o modelo de funcionamento da Igreja Anglicana.

A Dinastia Stuart teve inicio após a morte de Elizabeth I, sucedendo - lhe o seu primo Jaime VI, rei da Escócia passando, após a tomada de poder, a ter o titulo de Jaime I. O seu governo representou uma fase controversa para a sociedade onde a burguesia, devido ao seu elevado poder econômico, passou a exigir a mesma igualdade que a nobreza. Por sua vez, no governo do seu filho Carlos I, a situação social também não era a mais favorável, dado que o povo, miserável, se revoltava contra o rei. Seguiram- se Carlos II e Jaime II, alguns destes reis eram católicos o que fazia com que , apesar de se viver num regime parlamentar, quisessem regressar aos ideais absolutistas

Em 1642, o rei invadiu o parlamento, dando início assim à uma guerra civil na Inglaterra que separou a nação entre os apoiadores do rei (compostos pela maioria dos nobres, católicos e anglicanos ligados ao rei) e o lado do parlamento, que era contra o rei (composto de pequenos proprietários de terras, mercadores, donos de manufaturas, sendo a maior parte puritano ou presbiterianos).

Essa guerra civil durou sete anos, sendo que no final, Oliver Cromwell que foi o puritano que comandou a revolução, tornou-se um ditador que não quis respeitar nem ao parlamento, perdendo o apoio até dos seus seguidores quando morreu. Esse período foi conhecido como Revolução Puritana.

Revolução Gloriosa

Em 1660, a dinastia Stuart voltou ao poder, mas não durou muito pois o rei queria aumentar o poder da religião católica o que despertou a ira de puritanos e presbiterianos. Novamente, o parlamento, em 1688 depõe o rei e coloca em seu lugar um holandês protestante Guilherme III que assumiu o trono inglês e assinou a Declaração dos Direitos ( Bill of Rights),que limitava o poder do rei  em vários aspectos, como por exemplo: não poderia suspender  lei alguma nem aumentar impostos sem  a aprovação do parlamento, estabelecia-se assim a superioridade da lei sobre a vontade do rei. Guilherme III ficou conhecido como Guilherme de Orange. Esse fato foi a instauração da burguesia no poder e ficou conhecido como Revolução Gloriosa. Pondo o fim do absolutismo na Inglaterra.




O ABSOLUTISMO NA FRANÇA


”O Estado sou eu”: Luis XIV sintetiza a consolidação do absolutismo na França.

Luis XIV foi o maior símbolo do absolutismo francês. O SOL foi o símbolo utilizado por ele para exprimir todo seu poder dizendo que a luz do sol irradiava o rei, por isso ele  foi chamado de - O REI- SOL- Atribui-se  a esse monarca a frase " O estado sou Eu". 

O processo de formação do Estado centralizado francês teve início com os governantes capetíngios, no século X. Foi durante a crise sucessória capetíngia, de 1328 ( Hugo Capeto- familia real que governou a França mais de 800 anos), que a família Valois assumiu o trono francês, gerando confrontos e disputas com a Inglaterra. Com a Guerra dos Cem Anos( 1337-1453-mais de um século de varias batalhas entre França e Inglaterra pela posse do trono) esses confrontos foram interrompidos. 

O regime absolutista francês começou a se formar após o final da Guerra dos Cem Anos (1337-1453). Embora vencedora, a França encontrava-se desorganizada com vários sistemas jurídicos, privilégios e tradições. O rei surgiu como um elemento centralizador capaz de dar unidade política e econômica à França. 
O primeiro monarca a seguir a linha absolutista na França foi Luís XI, que usou vários esquemas para estender a sua autoridade a todos os territórios que formavam a França em meados do século XVI. No campo político, seu governo se pautou no sentido de afirmar sua autoridade diante dos direitos da nobreza e do clero (originários dos privilégios feudais). 
Se Luís XI é considerado o consolidador do absolutismo na França, mas, foi com Luís XIV que o regime atingiu seu auge. Conhecido como o “Rei Sol”, Luís XIV governou com autoridade absoluta, usufruindo, junto com a corte, de todos os luxos, poderes e privilégios possíveis. O absolutismo francês durou até 1789, quando a Revolução Francesa colocou fim ao regime absolutista no país.

Principais reis absolutistas franceses :
- Luís XI (Dinastia dos Valois) - governou a França de 1461 a 1483). É considerado o consolidador do regime absolutista na França.
- Henrique IV (Dinastia dos Bourbons) - governou a França entre 1589 e 1610.
- Luis XIV (Dinastia dos Bourbons) - conhecido como Rei Sol - governou a França entre 1643 e 1715.
- Luis XV (Dinastia dos Bourbons) - governou a França entre 1715 e 1774.
- Luis XVI ( Dinastia dos Bourbons) - governou a França entre 1774 e 1789.